Wellington Dias sobre a pandemia: "Ainda não há luz no final do túnel"

O governador ainda relatou os desafios enfrentados pelos Estados e municípios.

Presidente do Consórcio Nordeste, o governador Wellington Dias (PT) concedeu uma longa entrevista no último final de semana ao site Congresso em Foco, na ocasião, relatou os desafios enfrentados pelos Estados e municípios na condução da pandemia. 

Em meio a segunda onda da pandemia, Dias sinalizou que ainda não 'vê uma luz no fim do túnel', reforçando a necessidade de avançar na vacinação no país. 

" A existência de uma Comissão Parlamentar de Inquérito em meio uma guerra mundial, onde o inimigo comum é o coronavírus, já mostra que há uma situação completamente diferenciada no Brasil. O que estamos vivendo não é uma guerra com canhões, com arma aumento, com bombas, mas é uma guerra que tem um nível de mortalidade das mais elevadas. Nós estamos ultrapassando 1,5 milhão de óbitos no mundo. Estamos nos aproximando de 430 mil óbitos no Brasil. Olhando para frente, ainda não há uma luz no final do túnel", afirmou. 

Neste âmbito, o coordenador da temática vacina no Fórum dos Governadores voltou a citar que o Ministério da Saúde prevê vacinar todos do grupo de risco até dezembro, mas que o Consórcio Nordeste trabalha para que a meta seja antecipada. "Se dermos as condições a FioCruz, Butantã, para a União Química e outros laboratórios, teremos condições de desenvolvimento e produção de vacina brasileira dentro do Brasil. O que garante agilidade na na vacinação brasileira e ainda o Brasil pode fornecer vacina para outros países da América Sul e do mundo. É preciso a união, a maturidade, independente das disputas políticas, para que possamos criar um ambiente que permita ao Brasil ter uma retomada organizada, gerando emprego, renda e atraindo investimentos. São grandes desafios que temos pela frente e isso vai exigir muita maturidade", frisou.

Além disso, o líder estadual comentou sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, pontuando que ela 'tem um foco, que é investigar o elevado número de óbitos no Brasil e a partir daí, a responsabilidade por estes óbitos e também sobre a aplicação dos recursos liberados pelo Congresso Nacional'. 

"Da nossa parte, como governador e pelo fórum dos governadores do Brasil, pelo consórcio dos governadores do Nordeste, que sou presidente, nós queremos colocar as informações necessárias e sempre com cuidado para que a CPI não ultrapasse os limites estabelecidos pelas próprias regras do Senado Federal para que haja uma dispersão.", afirmou.