Teresina é a 6°capital do Brasil que mais lê

UESPI destaca projetos literários que auxiliam neste índice

Divulgada nesta semana, a 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-livro, mostra que Teresina foi a 6ª capital do Brasil com o maior índice de leitura (59%) em 2019. Para exemplificar os motivos que fazem da capital piauiense uma das melhores neste ranking, a Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Piauí entrevistou a professora do curso de Biblioteconomia, Patrícia Matos, além de uma série de projetos desenvolvidos por professores, alunos e egressos da instituição que incentivam o crescimento de novos leitores.

Para a especialista em administração e gerência de bibliotecas, Patrícia Matos, esse índice está relacionado com o fato de Teresina possuir a melhor educação pública do Ensino Fundamental do Brasil, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

“Creio que educação e leitura caminham irremediavelmente juntas. Se Teresina melhora seus índices de educação é consequência também da melhoria dos índices de leitura. Temos que continuar investindo em livros e leitura para termos ferramentas de crescimento socioeconômico. Para a UESPI, o índice deve ser entendido como uma grande responsabilidade social, desde que a nossa instituição é a única universidade do Piauí que tem o curso de Biblioteconomia”, explicou a docente.

Recentemente, a professora Patrícia Matos gravou um podcast sobre importância da leitura em meio à pandemia.

Livraria na Calçada

Leitor e escritor de dois livros, o recente egresso do curso de Pedagogia da UESPI, Mariano Abreu, de 62 anos, dedica sua vida para estimular o hábito da leitura em crianças da capital piauiense. Ele transforma uma rua do centro de Teresina em caminho de ensino e aprendizagem através do projeto Livraria na Calçada, inaugurado em 2017, além de promover várias ações em outros bairros de capital piauiense. Neste mês de novembro, o educador entregou 200 livros para moradores da comunidade Chapadinha Sul.

Humanismo Caboclo

Formado por discentes e docentes do campus Poeta Torquato Neto, o Programa Humanismo Caboclo oferece, de forma gratuita, ações a partir de uma pedagogia humanista e dialética, que podem contribuir com a formação cultural abrangente de todo ser humano. Desde sua criação, em 2010, o HC já ofertou vários projetos, atividades e parcerias. Entre eles: “Amigos do Livro e Outras Nuvens”, na Santa Maria da Codipi; “Lendo e Aprendendo”, na Unidade Escolar Vila da Paz; “Leitura é vida”, na escola prof. Porfírio Cordão, além do “Clube da Leiturinha”, na biblioteca Da Costa e Silva – Parque Alvorada, entre novembro de 2019 e março de 2020.

Atualmente, segundo o coordenador do HC, Luciano Melo, o Programa iniciou um novo projeto de formação humanista, com o intuito de favorecer práticas de leitura e escrita com o Coletivo Piauhy Estúdio das Artes.

“Promovemos trocas entre o mundo da literatura e o mundo de experiências e saberes das crianças, sem provas ou notas. O que interessa é a fruição e as experiências de conhecer e viver com o apoio dos livros. Além disso, fomentamos uma postura ativa dos leitores: ativa no sentido de construir suas próprias interpretações, fazer relações com suas vivências e questionamentos e propor outros sentidos para o ler na vida de cada uma das crianças. Por último, garantimos, de algum modo, o direito ao livro – direito fundamental para um desenvolvimento amplo, criativo e crítico das crianças”, ressaltou Luciano Melo.

Projetos em outras cidades

Campo Maior também é celeiro de grandes produções acadêmicas que visam o incentivo da leitura. Por lá, a professora de Psicologia, lotada no curso de Pedagogia, Ana Gabriela Nunes desenvolve o projeto Biblioteca Móvel com o auxílio de alunas (os) do campus. O projeto utiliza uma Kombi carregada de 100 livros para ação em escolas da cidade e outros espaços. Porém, em virtude da pandemia, o Biblioteca Móvel se encontra paralisado até que a situação seja normalizada.

Sucesso entre a criançada, o campus de Campo Maior em parceria com de Oeiras também promove o projeto Conte Para Alguém: histórias para ouvir em casa. A atividade consiste no envio de histórias infantis  por WhatsApp, três vezes por semana, para os responsáveis das crianças. Os áudios são encaminhados para várias regiões do Piauí e Maranhão.