Profissionais de Enfermagem decidem paralisar atividades por três dias

O corte de quase 50% no salário no mês de fevereiro levou os profissionais a protestarem

Enfermeiros, auxiliares e técnicos em Enfermagem decidiram paralisar as atividades por três dias a partir da próxima sexta-feira (05). O movimento foi decidido durante assembleia nesta terça-feira (02) durante protesto da categoria em frente à prefeitura de Teresina. Os profissionais protestam contra a redução salarial. A Prefeitura de Teresina argumenta que o corte ocorreu devido ao fim do repasse do Ministério da Saúde. 

O corte de quase 50% no salário no mês de fevereiro levou enfermeiros, técnicos em Enfermagem, fisioterapeutas, entre outros da linha de frente contra a Covid-19, a protestaram em frente à prefeitura de Teresina nesta terça-feira (02). Para sensibilizar o poder público, profissionais do Samu levaram fotos de amigos que perderam a luta contra o vírus. Ontem (01), o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, e o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, se manifestaram sobre a redução salarial e apontaram o fim do repasse de recursos do Ministério da Saúde ainda em dezembro de 2020. 

"Nós queremos ser ouvidos. Acreditamos que existam outra formas da gente receber como ocorreu em janeiro. Acredito que os recursos do aluguel dos hospitais de campanha que foram desativados poderiam ser usados para isso", defende a fisioterapeuta Denise Cardoso, que trabalha como serviço prestado. Celetistas também participam do protesto. 

VEJA NOTA DA FMS 
Por meio de nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina informou que não houve corte nos salários dos profissionais de saúde, eles continuam recebendo a insalubridade de 20% imposta em lei. O Governo Federal retirou os extras que eram recebidos em 2020 através de financiamento do Ministério da Saúde. O repasse financeiro do Ministério da Saúde girava em torno de R$ 13 milhões por mês e custeava despesas Covid em geral (incluindo os acréscimos salariais). O montante  foi cortado em dezembro de 2020. 

A Prefeitura de Teresina manteve ainda em janeiro de 2021,com recursos próprios, os pagamentos integrais. A FMS informa ainda que existe uma mobilização nacional das Prefeituras para tentar ver o custeio dessa despesa Covid junto ao Ministério da Saúde, mas os municípios ainda não obtiveram sucesso. 

O Ministério da Saúde cortou o custeio de despesas Covid como um todo, não só referente aos pagamentos extras para profissionais de saúde. Houve corte também quanto aos pagamentos de custos com insumos e outras despesas. A FMS custeia, no momento, com recursos próprios todas as despesas Covid na capital. 

Quanto ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), a FMS informa que o mesmo foi extinto ainda em agosto de 2020. Houve a criação do programa Previne Brasil, o qual a Prefeitura de Teresina ainda não aderiu, porque parte do programa é custeado pelo Ministério da Saúde e outra parte pelo município, e isso ainda não está na previsão orçamentária de Teresina.