“Estou sofrendo represálias dentro da Polícia”, afirma agente preso em operação

Operação foi deflagrada em 2017 no Piauí
Foto: reproduçãooperação da Polícia Civil
operação da Polícia Civil

Um agente da Polícia Civil que foi preso durante a “Operação Infiltrados”, deflagrada em 2017, no Piauí, denunciou ao portal ‘KD Notícias’ que vem sofrendo constrangimento por parte dos colegas de profissão. O policial, que não quis se identificar, com medo de represálias, é lotado em um distrito policial em Teresina, e está entre as 16 pessoas que foram presas durante a operação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), que supostamente desarticulou um grupo criminoso acusado de fraudar o concurso público da Polícia Civil do Piauí. Ele, assim como os outros denunciados, aguardam julgamento por parte do poder judiciário.

“Nenhum delegado, Perito Criminal ou Médico Legista, foi investigado, quanto mais preso. O problema é esse. Porque a investigação não alcançou os demais cargos na carreira da polícia civil, ficando só em alguns agentes de polícia? Será que só houve fraude no concurso para o cargo de Agente de Polícia? Quem presidiu a investigação tinha isenção para tal? Eu me faço essas perguntas todos dias. Todos eles entraram na mesma época e concurso”, disse o agente.

O policial lamentou que não consegue desenvolver suas atividades de trabalho dentro da instituição. “O tratamento dentro da Polícia Civil varia de acordo com o cargo que você ocupa e o salário que ganha, independente do processo que responde. Os que foram presos e que atuam como delegados, por força de uma decisão judicial, os colegas tratam com muitas regalias, mas, nós, que atuamos nos distritos e estamos respondendo processo e ocupamos cargos inferiores na instituição, sofremos preconceito. O processo administrativo que foi aberto na Corregedoria da Polícia Civil durante a operação foi arquivado. No momento, todos nós estamos respondendo o processo criminal na justiça e no aguardo do julgamento”, disse o agente.

Foto: reproduçãooperação infiltrados foi deflagrada em 2017 no Piauí
operação infiltrados foi deflagrada em 2017 no Piauí

Na operação deflagrada em 2017, foram denunciados os policiais: Cyro Nascimento Fonseca, Anderson Vasconcelos da Nobrega, Jean Ribeiro da Costa, Aline de Miranda Carvalho Nobrega, Thiago da Silva Macedo, Priscila de Almeida Lima Sabóia, Paulo Alberto Machado Cerqueira, Cícero Henrique de Sousa Araújo, Ricardo Araújo Mesquita, Maria dos Remédios Alcântara Santiago de Jesus, José Clodomar Sabóia Júnior, Antônio Lopes da Silva Júnior, André Luís de Carvalho e Regis Carlos de Oliveira Sousa (perito médico-legista).

Também foram denunciados o advogado Edilberto de Carvalho Gomes, o estudante de medicina, Sávio de Castro Leite, os agentes penitenciários José Vilomar Nunes Pereira e Cristiane Maria Alcântara Santiago, o servidor público estadual Cristian Alcântara Santiago, Marcelo Freire, Joselito Batista Alves, Hermeson José da Silva, Willams da Silva Alves, Jardeanny Ernesto da Silva, Paulo Roberto Scarcela Muniz, Marcos Fernando do Carmo Nunes e Maurício da Silva Lima.