Covid-19: Morte de idosos com 80 anos ou mais reduz após vacinas

Os dados fazem parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Os índices de óbitos entre idosos com 80 anos ou mais despencaram pela metade no Brasil após o início da vacinação contra a covid-19. O percentual médio de vítimas dessa faixa etária era de 25% a 30% em 2020 e passou para 13% no final do mês passado. Quando teve início a imunização, em janeiro de 2021, o percentual era de 28%

Os dados fazem parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A pesquisa indica que pelo menos 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais em um intervalo de oito semanas foram evitadas. O país registra 419.114 mortes por covid-19, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta sexta-feira (07). Em 24 horas, foram 2.165  novas mortes. 

Os dados utilizados na análise foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e referem-se ao período de 3 de janeiro a 22 de abril. Nessas datas, 171.454 pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil. No começo de 2021, a taxa de mortalidade entre pessoas de 80 anos ou mais era 13,7 vezes maior do que para pessoas com zero a 79 anos. De acordo com o estudo, essa relação caiu para 6,9 vezes no início de abril.

As estimativas dos pesquisadores apontam que, com a nova cepa, se o número de mortes entre os mais idosos tivesse continuado no mesmo ritmo observado para grupos etários mais jovens, seriam esperadas quase 48 mil mortes contra as 34.168 registradas no período.

Os níveis nacionais de cobertura vacinal com a primeira dose nessa faixa etária chegaram a 50% na primeira quinzena de fevereiro, 80% na segunda quinzena do mês e em 95% em março. Os pesquisadores apontam que os resultados de queda da mortalidade encontrados são compatíveis com o efeito protetor da primeira dose e devem aumentar a partir da segunda.

O estudo também confirma que as vacinas aplicadas no Brasil protegem mesmo em um cenário em que a P1 predomina. Pesquisas com profissionais de saúde vacinados em Manaus e São Paulo já demonstravam essa proteção.