Condenado à prisão Robinho vai pagar R$ 372 mil para vítima de estupro

A defesa disse que o jogador vai pagar a indenização sem precisar que a vítima venha ao Brasil

O atacante Robinho vai pagar indenização de 60 mil euros (cerca de R$ 372 mil) para a vítima de estupro coletivo. O atleta e Ricardo Falco, amigo do jogador, foram condenados nesta quarta-feira (19)  em última instância a nove anos de prisão por violência sexual de grupo cometida contra uma mulher albanesa em uma boate em Milão, em 2013.

A defesa de Robinho disse após a decisão da justiça que o jogador vai pagar a indenização sem precisar que a vítima entre com processo civil no Brasil.
Em audiência realizada hoje, a Corte de Cassação de Roma, última instância da justiça italiana, rejeitou o recurso apresentado pelo jogador e por Falco e confirmou a condenação. A sentença é definitiva, não cabe mais recurso e a execução da pena é imediata.
 

A Corte de Cassação da Itália, última instância do judiciário, confirmou nesta quarta-feira a condenação do jogador Robinho e de seu amigo, Ricardo Falco, a nove anos de prisão por violência sexual de grupo. A sentença vai sair em 30 dias. 

O julgamento ocorreu na Corte de Cassação de Roma, que no ordenamento jurídico italiano é equivalente ao Supremo Tribunal Federal no Brasil. Robinho e seus advogados apresentaram o último recurso, que foi negado pela corte italiana.

Mesmo com a condenação em última instância, Robinho e Falco não poderão ser extraditados para a Itália, já que a Constituição de 1988 proíbe a extradição de brasileiros. Além disso, o tratado de cooperação judiciária em matéria penal entre Brasil e Itália, assinado em 1989 e ainda em vigor, não prevê que uma condenação imposta pela justiça italiana seja aplicada em território brasileiro. 

O caso aconteceu em Milão, na boate Sio Cafe, durante a madrugada de 22 de janeiro de 2013. A vítima é uma mulher albanesa que, na época, comemorava seu aniversário de 23 anos. Além de Robinho, que então defendia o Milan, e Ricardo Falco, outros quatro brasileiros foram denunciados por terem participado do ato.

Robinho admitiu ter mantido relação sexual com a vítima, mas negou as acusações de violência sexual, quando foi interrogado, em 2014. Em entrevista em outubro de 2020, o jogador afirmou que não abusou sexualmente da mulher.