Colchão brasileiro que alivia dor lombar e fibromialgia ganha vaquinha

A vaquinha para produção dos colchões está sendo em uma nova plataforma de crowdfunding brasileira

Lembra do colchão personalizado inovador que reduz a dor de pessoas com fibromialgia e dores lombares, desenvolvido por um professor brasileiro? Ele acaba de ganhar uma vaquinha para acelerar a pesquisa científica e fazer com que chegue logo ao mercado.

A pesquisa parou por falta de recursos e o fisioterapeuta Jorge Alves Junior abriu uma vaquinha na plataforma Sharity para terminar os estudos e lançar logo o colchão.

“A pandemia tirou os recursos da empresa que estava ajudando a gente na produção desses colchões da pesquisa”, contou entrevista ao SóNotíciaBoa Jorge Alves Júnior, coordenador da do curso e da Clínica de Fisioterapia da Universidade Anhanguera de Taubaté, no interior de São Paulo.

Ele bancou 20 dos 70 colchões que precisa para fazer a pesquisa – incialmente eram 88 – e agora faltam 50.

“Precisamos desse dinheiro para comprar a matéria-prima base da espuma. Os fornecedores estão fazendo reserva pela escassez [provocada pela pandemia]. Então teremos que comprar à vista, fabricar e entregar de graça 50 colchões para os voluntários [da pesquisa].

Se tudo der certo e ele conseguir os R$ 130 mil que precisa, Jorge planeja lançar o colchão no mercado brasileiro até o final deste ano e melhorar a noite de sono e a qualidade de vida de muita gente.

Você pude ajudar com qualquer valor, a partir de R$ 10. E tem contrapartidas especiais para doações mais altas:

“Vamos dar o valor da doação em desconto. Doações de R$ 500 terão um travesseiro ajustável feito em dry fit , ajusta em baixo, médio, alto. Doações de R$ 3.990 levam um colchão de solteiro. E doações de R$ 7,9 mil levam um colchão de casal medida pradrão + frete, uma economia de 25% em relação ao preço do produto quando chegar ao mercado”, disse o professor.

Colchões personalizados

Jorge teve a ideia de desenvolver colchões diferenciados em 2014, ao ver o desespero da mãe dele, “dona Maria Célia, de 64 anos, que tem fibromialgia”.

Ele disse que quando nos deitamos, a gravidade empurra o quadril mais para baixo ocasionando um desnível entre os membros, por isso desenvolveu colchões com camadas diferentes de espuma para reduzir dores lombares e de fibromialgia.

“Para que o colchão seja ideal para cada pessoa, é preciso uma personalização, ou seja, tirar as medidas do paciente e colocar a densidade aferida pelo INER no quadril e reduzir a do ombro. Abaixo delas é colocada uma outra placa de espuma de estabilização e, acima, outra irregular, que pode ajudar com pontos de pressão na microcirculação periférica”.

A pesquisa

Com o colchão projetado, ele patenteou o produto e começou oficialmente as pesquisas em 2019.

“A gente começou em 2019 o projeto teórico pela plataforma Brasil, do governo federal, que rege as normas de pesquisas científica. Depois foi para o comitê de ética da Unitau, Universidade de Taubaté e foi aprovado. Aí fizemos o recrutamento dos participantes, formalizamos os critérios de avaliação do projeto com questionários e chegamos à fase da entrega dos produtos, mas esbarramos nessa dificuldade financeira”, conta.

A pesquisa deve ser aprovada um mês depois da pesquisa com os novos colchões, aí Jorge disse que vai trabalhar com indicação médica e com um aplicativo prático – ainda em desenvolvimento – para que o produto seja pago, produzido e entregue na casa do paciente.

“Profissionais de saúde vão prescrever a necessidade. Eles passam o aplicativo para o paciente, que preenche lá sua biometria – sexo, peso, altura, idade e lado do colchão para homem e mulher. O app gera o valor do colchão, faz o pagamento (ou parcelamento) e a informação vai direto para fábrica produzir, embalar e mandar para a transportadora entregar”, explicou.

Vaquinha na Sharity

A vaquinha para produção dos colchões está sendo feita na Sharity, uma nova plataforma de crowdfunding brasileira, com foco em impacto social e, por isso, cobra “uma das menores taxas do mercado” e dá a “possibilidade de o dinheiro estar disponível em 2 dias para saque’, disse Gustavo T. Henriques, CEO e Co-founder da Sharity em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Gustavo contou que a Sharity foi criada para fazer com que mais pessoas e empresas se envolvam com causas sociais, para mudar a forma como elas se relacionam com os problemas existentes na comunidade.

Desde o lançamento, em dezembro de 2019, a startup já teve mais de 30 mil doações, 12 mil campanhas criadas e arrecadou mais de R$ 2,8 milhões em doações.

“A Sharity nasceu para empoderar pessoas, projetos ou empresas a conseguirem efetivamente movimentar recursos e gerar impacto social. Durante a pandemia, vimos como a sociedade civil tem o poder de se unir para fazer a diferença e acredito que esse comportamento deva aumentar, especialmente dentro do ambiente corporativo”, concluiu Gustavo T. Henriques.