Cientistas descobrem ‘proteína da vida longa’ em estudo com centenários

Os cientistas ficaram animados, esse biomarcador pode ajudar na saúde de quem estão envelhecendo

Cientistas da Alemanha estudaram o sangue de pessoas com idades entre 90 e 100 anos para descobrir se elas têm algo diferente de idosos que vivem menos e descobriram um biomarcador, a chamada “proteína da vida longa”.

Mathias Jucker, da Universidade de Tübingen e seus colegas descobriram que uma proteína estrutural das células nervosas encontradas no sangue pode ser uma das chaves para ajudar a analisar a longevidade.

No estudo, publicado pela revista científica Nature, os cientistas acompanharam os níveis do neurofilamento da proteína (NfL) no sangue de 180 pessoas na casa dos 90 anos e de 135 pessoas com 100 anos.

A proteína NFL já é considerada um biomarcador sanguíneo promissor para identificação de doenças neurológicas.

Estudos anteriores mostraram que foi possível notar que os níveis de NFL aumentam com a idade, fator que está associado à progressão de doenças neurológicas.

Os cientistas acreditam que os níveis elevados dessa proteína no sangue podem levar a danos no sistema nervoso.

Essa mesma proteína NFL teve sucesso em um outro estudo da universidade alemã que ajuda a prever se um paciente terá Alzheimer até 16 anos antes do início dos sintomas.

O estudo

Os novos estudos da Universidade de Tübingen mostram que existe uma relação entre ter níveis mais baixos de NFL e uma sobrevida mais longa e que a proteína dá um prognóstico melhor de mortalidade do que os níveis de atividade, ou funcionamento cognitivo.

E isso vale tanto para homens quanto para mulheres idosas.

Uma parte do estudo, que também foi feita em camundongos, mostrou que os animais que tinham dieta de baixa mostraram níveis mais baixos de NFL, e tiveram uma vida mais longa do que os camundongos do grupo de controle.

Os cientistas ficaram animados porque esse biomarcador pode ajudar na avaliação da saúde de pessoas que estão envelhecendo.

Mas ponderaram que os idosos que costumam topar participar de estudos como esse são geralmente mais saudáveis do que os idosos em geral e que isso precisa ser levado em consideração para análises.