Bolsonaro volta a pedir retorno da torcida aos estádios

Presidente se manifesta pelo fim do isolamento social em dia que o país tem 1.439 mortes por Covid

Em live realizada nas redes sociais na noite desta quinta-feira, 29, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reforçou o seu desejo de que as torcidas de futebol voltem aos estádios do País. As arenas não recebem público há quase um ano no Brasil.

O comentário acontece no dia em que o Brasil registrou o terceiro maior número de novas mortes por covid-19 em um intervalo de 24 horas. Foram 1.439 óbitos e 60.301 novos casos da doença, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa, do qual o Estadão faz parte.

"Temos que voltar a viver, pessoal. Sorrir, fazer piada, brincar. Voltar (o público) nos estádios de futebol o mais cedo possível, que seja com uma quantidade menor, 20%, 30% da capacidade do estádio", opinou Bolsonaro.

"Temos que voltar a viver, cuidar dos mais idosos, de quem tem comorbidade. As vacinas estão vindo aí. Sempre disse: passou pela Anvisa, a gente compra, não interessa de onde vem. Assim fizemos. O mundo está com falta de vacina", completou o presidente.

No total são 221.676 óbitos registrados e 9.060.786 pessoas contaminadas no País, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. A média móvel de mortes por covid-19 ficou em 1.064 nesta quinta-feira e é a maior registrada desde 4 de agosto, quando o número de óbitos diários chegou a 1.066. Os dados foram divulgados às 20h.

As partidas são disputadas sem torcidas no Brasil desde o início da pandemia do coronavírus. Na final da Libertadores entre Palmeiras e Santos no Maracanã, no sábado, não haverá venda de ingressos ao público, mas a Conmebol estipulou um limite de 5 mil pessoas credenciadas, entre estafe, funcionários de segurança, jornalistas, convidados dos patrocinadores e dirigentes da Conmebol, autoridades da cidade, Estado e País e convidados dos clubes finalistas.